TRÁFICO ‘SEQUESTRA’ CARROS PARA COMPENSAR QUEDA NA VENDA DE DROGAS POR CONTA DA QUARENTENA

A crise da Covid-19 vem afetando não só a vida pessoal de bilhões de pessoas em todo o mundo. Vem também causando prejuízos no lado financeiro, e isso não se limita a quem ganha seu dinheiro de forma honesta e honrada. O crime organizado também vem colhendo prejuízos e, com isso, criando formas de minimizá-los neste período de exceção. E, mais uma vez, vitimando a população.

A nova modalidade criada pelos traficantes para compensar as perdas pela queda na venda de drogas é uma espécie de sequestro de veículos e vem sendo executada na Baixada Fluminense, região metropolitana do Rio de Janeiro. Os alvos, até o momento, são os motoristas de aplicativos, como Uber e 99.

Os bandidos solicitam os veículos em ruas próximas às favelas, geralmente em contas usadas por mulheres. Quando os motoristas chegam ao local, são rendidos e os carros são “sequestrados”. Em seguida, os delinquentes divulgam amplamente as características dos carros, tentando fazer com que o dono o identifique. Quando isso acontece, dependendo do valor e do estado de conservação do veículo, cobram de R$ 1, 5 mi a R$ 5 mil para devolver o carro ao proprietário, às cooperativas de proteção veicular ou mesmo a empresas de seguros.

Caso esse procedimento não funcione, os carros são oferecidos em negociações com fornecedores de armas e drogas. Se ainda assim um comprador não for achado, o veiculo é depenado e suas peças são vendidas a receptores deste tipo de material.

A denúncia dessa nova modalidade de roubo foi apurada junto ao 39° Batalhão de Polícia Militar, em Belford Roxo, Rio de Janeiro. Os criminosos que estão realizando esse tipo de procedimento são das favelas Parque São José, Colejão, Machado, Santa Tereza, Guacha, Barro Vermelho e Gogó da Ema.

MILÍCIA SEGUE FAZENDO COBRANÇAS

Se o tráfico de drogas vem precisando usar de criatividade para minimizar prejuízos causados pela pandemia, uma outra vertente do crime organizado segue operando normalmente: as milícias das zonas norte e oeste da cidade do Rio de Janeiro e da Baixada Fluminense.

De acordo com a Polícia Civil, comerciantes em geral localizados nestas áreas estão sendo obrigados pelos milicianos a manterem seus estabelecimentos abertos e, com isso, seguirem pagando as taxas cobradas de maneira ilegal e clandestina para que possam funcionar

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